Júlio Londa defende: “Privatizações não têm que resultar em despedimentos”


Os processos de privatização “não têm necessariamente” de conduzir a reduções de pessoal nas empresas, afirmou nesta sexta-feira (20) de Setembro, o assessor do conselho de administração do Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), Júlio Londa.

Júlio Londa defende: "Privatizações não têm que resultar em despedimentos”

De acordo com O Mercado, Júlio Londa que falava em Luanda num Seminário Metodológico sobre o Programa de Privatizações 2019-2022 (ProPriv), defendeu que “é preciso desmistificar a ideia de que [estes processos] levam necessariamente a despedimentos”.

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De acordo com o responsável, pode até haver casos de empresas que não vão ser privatizadas, mas onde o Estado tenha que fazer reestrutrações que conduzam à perda de empregos.

Júlio Londa adiantou que, havendo redução de pessoal nas empresas, o importante é que “sejam salvaguardados os direitos dos trabalhadores”.

O gestor do IGAPE – organismo que está a executar o ProPriv – lembrou que, havendo reduções de pessoal, elas podem ocorrer antes ou depois da venda a privados.

“Nalguns casos, pode haver uma reestruturação antes da venda, para tornar a empresa mais atractiva”, disse. Noutros, pode ser uma opção do novo dono.

Ontem, no primeiro dia do Seminário, o PCE da Bodiva, Patrício Vilar, alertou para o facto de, nalgumas empresas ou activos a alienar, haver excesso de pessoal.

“Sejamos claros, há [nalguns casos] um problema de sobre-emprego que tem que ser resolvido, mesmo que o Estado não saia”, disse.

Patrício Vilar avançou, contudo, que “se no curto prazo houver um ligeiro impacto [no emprego], que penso que será muito pontual, cá estaremos para encontrar mecanismos para resolver os problemas”, disse o gestor, lembrando que as empresas “tem que aumentar a sua eficiência”.

O Seminário Metodológico sobre o Programa de Privatizações, promovido pela comissão interministerial para a implementação do processo e pelo Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), dirige-se a consultores, sector financeiro, juristas, empresas e demais interessados no programa.

AR/Mercado


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