PR João Lourenço não quer continuar a ter: “estudantes do ensino superior que não sabem escrever e nem falar”


O Presidente da República João Lourenço exigiu nesta sexta-feira (12) de Junho, mais qualidade no ensino e considerou a formação do homem como uma aposta para breve de tal forma que “não continuemos a assistir ao triste cenário de termos estudantes do ensino superior, a concluirem o ensino superior, e que não sabem fazer uma redacção, não sabem escrever, não sabem falar”.

De acordo com João Lourenço que falava na cerimónia de posse do novo secretário de Estado para o Ensino Secundário, Gildo Matias José deve-se fazer um grande investimento nos ensinos primário e secundário, na perspectiva do país ter quadros bem formados.

“O nosso país aspira colocar as nossas universidades numa posição de destaque no ranking das universidades africanas e mundiais. Mas, para que isso seja possível, não podemos apostar apenas neste nível de ensino.

A aposta tem que começar nos níveis mais abaixo. Ou seja, temos que fazer um investimento grande no ensino primário e secundário, de tal forma que, num futuro que se espera para breve,, não continuemos a assistir ao triste cenário de termos estudantes do ensino superior, a concluirem o ensino superior, e que não sabem fazer uma redacção, não sabem escrever, não sabem falar. Este cenário tem que ser afastado da nossa realidade.

O nosso ensino tem que ser muito mais exigente do que é hoje. Só devem transitar para as classes superiores aqueles alunos ou estudantes que, de facto, mereçam. Não podemos facilitar”, disse o Presidente da República.

O Titular do Poder Executivo disse ainda que o homem tem que ser formado e que o país tem que ter a coragem de vencer o populismo e as correntes que defendem que todo o cidadão angolano pode ser doutor.

“O que se está a passar é que estamos a brincar com o futuro do nosso país. O futuro do nosso país não está no petróleo, não está nos diamantes, está no homem. O homem tem de ser formado e bem formado.

Temos que ter a coragem de vencer o populismo. Vencer aquelas correntes que defendem que todo o cidadão angolano pode ser doutor. Todo o cidadão angolano tem esse direito, mas não basta ter esse direito. É preciso que trabalhe, no sentido de se qualificar para poder atingir o nível superior”.

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