Jovem clama por intervenção das autoridades para a resolução de um caso que dura quase ano


Uma jovem angolana identificada por Cristina, residente em Luanda, entrou em contacto com a equipa do AngoRussia, nesta quarta-feira, 03 de Outubro clamando por ajuda. Através de uma carta aberta, a mesma expôs um grave problema que a sua família tem enfrentado há quase um ano e apelou a quem de direito a ajuda para a resolução do caso.

De acordo a jovem tudo começou no dia 10 de Março do presente ano, isso numa quarta-feira, quando meliantes que tinham em posse armas de fogo entraram na casa da sua família, em Luanda, município de Belas propriamente no Benfica, por volta das oito horas da manhã e anunciaram um assalto, mantendo a si, irmão, mãe, pai e os funcionários da casa como reféns. Na ocasião, os meliantes terão levado quase tudo, cartões multicaixa, carro, móveis, roupas, joias e várias outras coisas de valor, tendo a posterior os mesmos começado a fazer transferências em valores muito altos das suas contas para outras.

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Depois de terem sido mantidos como reféns e sofrido agressões físicas, a jovem explica que um dos  membros da família conseguiu contactar agentes dos serviços de investigação criminal (SIC), que chegaram uma hora depois do ocorrido, tendo  congelado imediatamente as contas bancária do seu pai, e as dos meliantes. Insatisfeitos por não conseguirem movimentar as contas da qual tinham controle, os meliantes foram até a um dos empreendimentos da mãe da jovem, amarraram e bateram brutalmente o seu primo que estava no estabelecimento fazendo ameaças de morte caso não tenham acesso ao dinheiro que os mesmos não conseguiam levantar.

Depois disso, terá sido feita uma nova participação desta vez  no comando municipal de Belas na centralidade do Kilamba, sendo aberto um processo que segundo o investigador daquela zona estava a correr de forma normal, resultando na apreensão de alguns dos acusados.

Porém, Cristina afirma que lhes foi informado que havia uma “mão invisível” no caso, e que por causa disso o processo começou a ficar lento, dando a entender a família que as investigações haviam sido suspensas de alguma forma, deixando-os tristes e decepcionados com a falta solução. A jovem revelou ainda que o pai chegou até a desistir do caso pela ausência de respostas, e que por  conta de toda a situação o seu pai chegou a falecer.

“Vivemos momentos aterrorizantes, houve momentos que tivemos de abandonar a casa por insegurança e nem a escola as crianças iam, vivemos momentos de muita angústia e agonia que contribuiu para o passamento físico do nosso pai”, frisou.

Cristina contou ainda que um mês após a morte do pai, os bandidos voltaram para infernizar a família mas sem sucesso, pois um deles foi pego em flagrante  e encontra-se detido, porém segundo a jovem o agente do SIC que está a cuidar do caso diz que o acusado faz-se de louco, e que até ao momento não se sabe o paradeiro das coisas que foram levadas.

Assim sendo, Cristina lamenta que num momento tão difícil para família as autoridades não consigam dar uma resposta concreta e convincente. Por conta disso, a família apela as autoridades que olhem pela situação que a resolvam da forma mais justa possível.

 

 

Por: Eucadia Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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