BNA revela que notas encontradas em posse do Major Lussaty saiu de um banco comercial


O Banco Nacional de Angola (BNA) fez saber através de uma nota de imprensa divulgada no seu site esta quarta-feira (26) de Maio, que como regulador nacional e responsável nos termos da Constituição, detém os direitos exclusivos de emissão de moeda com curso legal no país, pelo que todas as notas e moedas metálicas legítimas do Kwanza em circulação na economia têm como origem a sua casa forte. Com relação os vários milhões encontrados na posse do Major oficiais foram levantadas na sua casa forte por um banco comercial.

O BNA esclarece no documento que o AngoRussia teve acesso, que recebe dos bancos comerciais as notas que estes recebem do público consideradas superiores às suas necessidades de caixa e disponibiliza-as aos mesmos quando necessário, para assegurar a existência de notas na rede de balcões e Caixas Automáticos.

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O Banco Nacional de Angola adiantou que coloca notas em circulação exclusivamente através dos bancos comerciais e todos os volumes de notas, novas ou usadas, que saem da sua casa forte para esses bancos têm os selos do BNA o que facilita o registo dos movimentos, confirma a proveniência das notas, a sua autenticidade, o seu valor facial e financeiro em cada volume.

De acordo com os seus registos, “os valores em questão, em moeda nacional, foram levantados na nossa casa forte por um banco comercial, obedecendo integralmente as regras e protocolos vigentes para o efeito não tendo ocorrido qualquer falha de procedimentos a nível do Banco Nacional de Angola”.

Entretanto, o BNA disse ainda que deu procedeu a abertura de um inquérito para averiguar junto do banco comercial em questão as circunstâncias em que aqueles valores foram disponibilizados a terceiros e quais os procedimentos de compliance aplicados para assegurar a sua legitimidade.

Recorde-se que na última segunda-feira (24) de maio, a Procuradoria-Geral da República anunciou, a apreensão no âmbito de um processo de investigação conhecido como “Operação Caranguejo”, de 10 milhões de dólares, 700 mil euros, 800 milhões de kwanzas, 45 apartamentos de luxo em Luanda, cinco apartamentos em Lisboa, um apartamento na Namíbia e 15 viaturas topo de gama.

Entre estes encontra-se o chefe das finanças da banda musical da Presidência da República, major Pedro Lussaty, detido na semana passada quando transportava duas malas carregadas com 10 milhões de dólares e 4 milhões de euros.