Protesto contra a violência policial aumenta o número de mortes na Nigéria


Os cidadãos nigerianos têm vivido uma “saga” de protestos contra a violência policial há quase três semanas, o que gerou dezenas de mortes de em manifestantes  na cidade de Lagos.

Os referidos protestos surgiram para combater a violência policial, dando voz ao movimento  #EndSARs (acabar com o SARs) e juntam-se ao “grito” de #BlackLivesMatter para dizer “basta de matar vidas inocentes”.

“Spécial anti robbery squad” (Esquadrão especial anti-roubo, SARS), é uma unidade policial nigeriana conhecida por cometer práticas relacionados à tortura e corrupção.

Os cidadãos querem esse esquadrão destruído, e em função disso, nesta terça-feira (20), milhares saíram às ruas para exigir direitos humanos básicos, e a resposta repressiva do governo foi abrir fogo contra os manifestantes em Lekki, Lagos. Os dados oficiais ainda não confirmaram o número de mortes, mas fontes locais afirmam que 78 pessoas perderam a vida nos protestos desta semana. Os protestos também ocorreram em Abuja (capital federal da Nigéria) e em Estados como Kano, Oyo, e Ogun.

“Esta é a noite mais dura das nossas vidas, uma vez que forças fora do nosso controlo directo se moveram para fazer notas sombrias na nossa história. Vou trabalhar com o Governo Federal para chegar à raiz deste infeliz incidente”, disse o governador Sanwo-Olu em sua conta do Twitter.

Artistas nacionais como C4 Pedro e Cabo Snoop, e internacionais como Rihanna, Beyoncé, Nicki Minaj, a ex-secretária de Estado dos EUA Hilary Clinton, o cantor nigeriano Davido, apelam à paralisação da matança dos manifestantes.

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