Jovem diz que negligência de equipa médica do hospital do Zango 2 provocou a morte da irmã


A jovem Neni Vita que viveu uma experiência desagradável numa das unidades hospitalares de Luanda, no passado dia 4 de Março, usou as redes sociais para contar que perdeu a sua irmã por alegada negligência médica, após ter dado entrada no hospital do Zango 2 para fazer consulta de rotina e entrado ocasionalmente em trabalho de parto.

Foto: DR

Apesar de ter dado à luz a criança saudável, a parturiente não sobreviveu após uma hemorragia que a levou à m0rte.

“Boa noite a todos. Esta moça da foto é a minha irmã (…) que faleceu no passado dia 4 de Março de 2024 por negligência médica no Hospital Municipal do Zango (Zango 2). A (…) era gestante e estava ansiosa por ser mãe. Foi para o hospital citado apenas para uma consulta de rotina e posto lá entrou em trabalho de parto (que segundo a nossa visão, foi acelerado). O parto correu perfeitamente e a criança nasceu cheia de saúde, mas horas depois a (…) começa a sangrar (Hemorragia) e os médicos simplesmente não se aperceberam porque não monitorizaram a parturiente”, começou por contar.

A irmã da paciente continuou por dizer que: “Perguntamos o porquê de não a levarem para o bloco operatório e a informação que recebemos foi: ‘o bloco estava trancado e levaram as chaves’. Perguntamos sobre a transfusão de sangue e a resposta foi a mesma: ‘o banco de sangue estava trancado e o dono levou a chave’. Que serviço de saúde é esse frio e sem qualquer empatia? Que juramento é esse que os médicos fazem para salvar vidas, mas no fim tiram mais vidas? Que maternidade é essa que fecha os serviços as x horas, sendo que a qualquer momento pode surgir uma emergência? São muitas questões que nós como família queremos e precisamos de respostas”, questionou a jovem.

Agastada, a mesma pede que a justiça seja feita e os implicados sejam responsabilizados.

“Precisamos que essas pessoas que mat@ram a minha irmã sejam responsabilizadas! Queremos justiça para que não se percam mais vidas por conta da negligência de supostos profissionais que não exercem por amor! Queremos justiça porque a Maria deixou um recém-nascido que vai crescer sem sentir o sabor do amor incondicional de uma mãe… Queremos justiça porque esse país não é a favor da vida!”, pediu.


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