Corpo de professora desaparecida é encontrado carbonizado


A professora Antônia Paulo Feijó, de 46 anos de idade, doecente do ensino geral, dada como desaparecida desde o dia 02 de Agosto, foi encontrada sem vida e carbonizada no interior de uma fossa, na manhã de domingo 09, num terreno abandonado, no zango, 1 município de Viana, em Luanda.

Este é o sexto caso semelhante em menos de 15 dias e os relatos de raptos seguidos de assassinatos em Luanda têm ganhado cada vez mais espaço.

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Segundo o Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Viana, o alerta foi dados por crianças que jogavam à bola próximo do local em que o cadáver carbonizado da professora  foi encontrado.

Ângelo Feijó, marido da vítima contou ao novo jornal que no último dia que manteve contacto com a esposa, a mesma se despediu dizendo que iria num instante à escola dos filhos ver as listas de classificação.

“Eu fiquei muito preocupado porque não encarei muito bem essa saída da minha esposa, digo isso porque ela, antes de ter saído de casa, havia-me informado que não estava a sentir-se bem, mas mesmo assim insistiu em sair de casa”, contou.

Passando mais três horas Ângelo, decidiu ir ao trabalho da esposa, mas não a encontrou. Tendo o número da vítima dado desligado lodo de seguida, viu-se motivado a realizar buscas nos hospitais, morgues, cadeias, e outros pontos da cidade de Luanda.

“Ontem quando recebi a informação de que o SIC-Viana fez a remoção do corpo de uma mulher para a morgue do Maria Pia, encontrado carbonizado no Zango 1, fui ao local e só acreditei que era minha mulher devido a parte da roupa que usou, e um lado do rosto que não chegou a ser queimado”, disse.

Questionado sobre uma possível suspeita, Ângelo respondeu que não faz ideia das razões do assassinato da esposa.

Não sei porque é que fizeram isso com a minha esposa, ela sempre foi uma pessoa de paz, nunca teve problemas com ninguém, nunca foi uma pessoa de sair de casa à toa… desde que vi o corpo da minha esposa não consigo  perceber, o porquê, e qual foi a razão para ela merecer isso, lamenta.

Por: Eucadia Ferreira


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