Escritor Nicholas Sparks processado por racismo, homofobia e antissemitismo


O ex-diretor de uma escola fundada e financiada pelo popular escritor Nicholas Sparks abriu um processo contra o autor, acusando-o de ter deflagrado uma campanha de humilhação e difamação.

Nicholas Sparks

O professor Saul Benjamin acusa Sparks de ter incentivado estudantes a promover um “homocausto” contra alunos gays. Diz ainda que o autor de best-sellerscomo “Última música”, “Um amor para recordar” e “Querido John” (Novo Conceito) espalhou o boato de que Benjamin sofria de Alzheimer.

Benjamin é o ex-diretor da Epiphany School of Global Studies, instituição educacional criada pelo escritor. O processo de 47 páginas, aberto nesta quinta-feira no estado americano da Carolina do Norte, afirma ainda que a “maior ficção” de Sparks foi ter criado a imagem de ser uma pessoa a favor da diversidade e da inclusão.

“Na verdade, a versão não ficcional de Sparks se sente à vontade para, longe do público, endossar visões vulgares e discriminatórias contra afro-americanos, lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, além de indivíduos que não compartilham da fé cristã”, afirma a ação.

Segundo as acusações, o escritor teria ainda “diagnosticado” o professor com Alzheimer para prejudicar a sua reputação. Teria ainda trancado-o num quarto durante horas, sem acesso a banheiro ou comida, após uma reunião organizada com o intuito de demiti-lo ilegalmente de seu cargo na escola.

A Epiphany School não tem uma afiliação religiosa, mas é guiada pelos valores judaico-cristãos, segundo o site oficial. Benjamin, que tem origem judaica, acredita que seus esforços para promover a diversidade religiosa na instituição “enfureceram” Sparks e outros membros do conselho de curadores.

Sparks ainda não se pronunciou sobre as acusações. As informações são do jornal inglês “The Guardian”.


Gostou? Partilhe com os teus amigos!

0 Comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *