Fábrica Reviva aposta em novos talentos e dá oportunidade de trabalho a estudantes angolanos


Com o objectivo de consolidar a formação académica dos estudantes com o contexto real de trabalho, incentivar e apoiar no processo de transição da universidade para o mercado profissional, a Fábrica REVIVA recebeu, nesta semana, a visita de 11 estudantes do 4º ano do Curso de Engenharia Química do Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências, ISPTEC. Os estudantes tiveram a oportunidade de passar pela área de Produção de Embalagens, Pesagem e Formulação, Linhas de enchimento, Armazém e o Laboratório de Qualidade e Desenvolvimento que realiza mais de 100 análises todos os dias.

Segundo o Director Industrial da referida empresa, Pedro Luís, cinco estudantes formados pelo Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências, ISPTEC, já fazem parte dos quadros da Reviva, três dos quais no Laboratório de Qualidade e outros dois na área da Manutenção. Encontram-se ainda em estágio, 4 estudantes, nas diferentes áreas produtivas e de suporte, nomeadamente, produção, manutenção, logística e qualidade. Estando já dois deles em fase de contratação.

“Uma das minhas apostas enquanto director fabril sempre foi nacionalizar ao máximo a equipa. Uma vez que nos guiamos por directrizes muito exigentes ao nível da qualidade, as nossas contratações são sempre ponderadas e tentamos selecionar os melhores profissionais para termos a garantia de ter a melhor equipa. Surgiu a oportunidade de abertura de estágios curriculares para ajudar os finalistas a ter o seu diploma, ao mesmo tempo em que ganham alguma experiência profissional”, realçou Pedro Luís, tendo afirmado que vários talentos foram encontrados por intermédio dos estágios.

O responsável salientou que durante os estágios, conseguiram encontrar verdadeiros diamantes brutos, que tiveram a tarefa de lapidar de acordo as necessidades da fábrica e foi assim que surgiu a primeira contratação. Pedro Luís disse ainda: “Prontamente, estabelecemos contacto com algumas instituições de ensino e, desde aí, temos tido a possibilidade de dar a conhecer o ambiente fabril aos estudantes dos mais variados ramos de ensino, aproveitando para seleccionar os melhores e mais empenhados durante os estágios de forma a dar robustez à nossa equipa. A REVIVA hoje é uma empresa mais forte graças a essas mesmas contratações”, afirmou.

Para a estudante Osória de Carvalho, esta iniciativa soou como uma oportunidade única e um incentivo para a sua vida profissional, uma vez que está na fase final do curso e prestes a enveredar para o mercado de trabalho.

“Na sala de aula é tudo muito teórico e hoje estamos aqui para ver como é realmente a engenharia na prática. É diferente, muito bom e um incentivo para a nossa vida profissional, ver como ocorrem os processos de produção cá na Reviva. Está a ser uma experiência incrível”, declarou a estudante.

Por sua vez, a estudante Rosa do Santos, ficou surpresa, pois não tinha noção de que toda a gama de produtos que usa e vê circular no mercado fossem produzidos localmente. “Não tinha noção de que todos estes produtos são produzidos aqui em Angola, foi uma surpresa e fiquei muito alegre porque eu não acreditava que o nosso país tinha este desenvolvimento. Produzir tantos bens nacionais, sempre pensei que fosse tudo importado, foi uma surpresa muito positiva”, salientou.

Reviva é uma das maiores unidades industriais de detergentes em Angola, responsável pela produção de produtos de higiene pessoal e higiene do lar das marcas Fada, Oasis, Viva, Proderma, Allegro, L´enfance e Parati, bem conhecidas e consumidas pelos angolanos. A empresa tem apostado, nos últimos anos, em mão de obra nacional qualificada, oferecendo oportunidades de estágio curricular a estudantes universitários finalistas e contratando directamente para os seus quadros, os mais destacados.

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