Egipto lidera a lista dos melhores países africanos com atractividade para investimento


O relatório “Onde Investir em África 2021” da Rand Merchant Bank (RMB) elegeu recentemente o ranking anual dos dez países africanos mais atraentes para o investimento, durante este período pandémico. O  Norte de África domina a lista com o Egipto a ocupar a primeira posição, seguido por Marrocos que aparece em segundo lugar. 

Os melhores destinos de investimento em África são geralmente classificados com base nos princípios da actividade económica e do ambiente de negócios. No entanto, a abordagem deste ano tem em consideração factores-chave, como pontuações fiscais e planos de desenvolvimento, que são essenciais para atrair investimentos na era da Covid-19.

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Egipto-Este país ocupa o primeiro lugar graças à flexibilidade na introdução de medidas para mitigar os efeitos da Covid-19. Embora a sua economia tenha sido duramente atingida, foi também uma das primeiras a retomar um caminho de crescimento.

Marrocos-A economia marroquina, em segundo lugar, tira proveito da estabilidade política no país e na região. Em 2020, criou-se um fundo especial de combate à Covid-19, representando 2,7% do PIB. Por conseguinte, agentes privados forneceriam dois terços e o Governo um terço.

África do Sul-O país mais ao sul de África – o terceiro da lista, entretanto, o mais industrializado do continente – oferece uma forte base de manufactura e retalho que apoia as economias regionais da África Austral com bens e serviços.

Ruanda-O quarto, continua a beneficiar dos esforços feitos para melhorar o seu ambiente operacional de negócios. Além disso, no âmbito da Estratégia Nacional de Transformação (NST), diversos investimentos deverão apoiar os sectores da construção e da energia nos próximos anos.

Botswana-O quinto país tem elevadas reservas de moeda estrangeira que lhe permitiram enfrentar esta instabilidade económica melhor do que a maioria das nações. Assim sendo, existe o Fundo Pula – um fundo soberano criado em 1994 que financia grande parte do déficit orçamental – significa que a dependência fiscal da dívida tem sido baixa.

Gana-O sexto da lista, entrou nesta crise com uma posição relativamente mais forte do que seus pares africanos. Então, a sua economia passou por grandes mudanças nos últimos anos, posicionando-a para um crescimento significativo no futuro. Isso é apoiado não apenas pelas indústrias do sector primário, como petróleo e ouro, mas também pelo desenvolvimento acelerado do sector terciário.

Maurícias-Auxiliado por um regime tributário extremamente favorável, o seu sector financeiro continuará a ser um dos principais motores da economia do país nos próximos anos, principalmente por meio de actividades de investimento transfronteiriças e serviços bancários.

Costa do Marfim-O aumento do investimento privado deve continuar a fomentar a construção, a agro-indústria e os serviços (comércio, transporte e TIC, em particular). Dessa forma, o investimento privado irá beneficiar do ímpeto proporcionado pelo investimento público ao abrigo do Plano de Desenvolvimento Nacional 2016-2020.

Quénia-Os esforços do Governo queniano para garantir a implementação do plano dos “Quatro Grandes” com foco na industrialização, cobertura universal de saúde, segurança alimentar e moradia acessível invariavelmente vai levar a um rápido crescimento da actividade económica.

Tanzânia-Nos últimos anos, este país, que fecha o ranking, vizinho de Moçambique, está a caminhar a passos galopantes para o desenvolvimento. Assim, o progresso pode ser atribuído ao investimento público consistente do Governo nos principais sectores secundários e terciários, que vão desde o sector de energia até avanços nos sectores de telecomunicações e finanças


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