Angola pretende internacionalizar Universidades para melhor aceitação


Através do sector do Ensino Superior, Ciências, Tecnologia e Inovação com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, o país vai fortalecer, nos próximos dias, o processo de internacionalização das universidades, para garantir maior aceitação dos cursos ministrados nessas academias nos vários mercados do conhecimento e investigação de nível mundial. 

Para colocar em prática esse desejo, o sector do Ensino Superior, Ciências, Tecnologia e Inovação vai contar com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, depois da assinatura de um memorando de cooperação entre os dois departamentos ministeriais, nesta quinta-feira (07), em Luanda.

A Academia Diplomática Venâncio de Moura, que ministra o curso de Relações Internacionais, passa a estar integrada à Universidade de Luanda. Com isso, as duas instituições vão desenvolver parcerias para a criação de programas de capacitação  profissional dos funcionários.

Tendo em conta esses objectivos, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, considerou que o acordo constitui uma ponte importante para as futuras gerações, realçando que com esta acção pretende-se o bem da nação, também, através da formação de quadros qualificados.

A ministra do Ensino Superior, Ciências, Tecnologia e Inovação, Maria de Rosário Sambo, disse que o Executivo conseguiu concluir um trabalho importante, que vai servir para reorganizar os cursos das instituições públicas no ensino superior, com a entrada do curso de Relações Internacionais. Considerou ser esta a melhor forma de trabalhar e obter melhores resultados.

Maria do Rosário Sambo referiu que a universidade de Luanda é privilegiada por estar ligada a um Ministério fixado ao mundo.

“Este memorando vem juntar energias para fortalecer com outras instituições universitárias”, salientou.

A ministra alertou que a investigação científica no país é desafiante e tem um caminho para melhorar.

“O Executivo tem dado provas de avanços, com os financiamentos que tem feito, sobretudo, com a criação da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com vista a estar, progressivamente, alinhada com os padrões internacionais”.

O coordenador da Comissão Instaladora da Universidade de Luanda, Alberto Chocolate, esclareceu que a instituição que dirige é resultante da reorganização das redes públicas de gestão do Ensino Superior, nos termos do Decreto Presidencial 285/9 de Outubro, que integra quatro unidades orgânicas, designadamente, a Faculdade de Artes e a de Serviço Social e os institutos Politécnico de Gestão Logística e Transportes e o das Tecnologias e Comunicação.

A Universidade de Luanda surgiu para minimizar a procura de instituições públicas do ensino superior, tendo em conta que, até então, a Universidade Agostinho Neto era a única na província.

Na cerimónia de abertura do ano académico 2021/2022, ocorrida no Bié, o Presidente da República, João Lourenço, tinha feito referência à necessidade das instituições do ensino superior apostarem forte na qualidade, no sentido de serem reconhecidas a nível internacional.

Por: Eucadia Ferreira

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