“Desafio do balde de gelo” leva a descoberta do tratamento do “ELA”


Quando as pessoas despejaram baldes sobre suas cabeças numa “febre” que tomou as redes há um ano, o chamado “desafio do balde de gelo”, muita gente achou tudo aquilo uma brincadeira inútil. O fato é que o desafio do balde de gelo tinha uma razão de ser: levantar fundos para a ALS Institution, que combate a esclerose lateral amiotrófica (ELA, em português). E, de acordo com o New York Times (NYT), os cientistas que buscam uma cura para o ELA acreditam que o esforço foi crucial para chegar mais perto de um tratamento para a doença.

No auge dos vídeos e posts do desafio do balde de gelo, os críticos afirmaram que o desafio desperdiçava água e que as contribuições deveriam ser destinadas a “melhores causas” que “afetam mais pessoas”. Mais: que muita gente estava a seguir a “moda” ou se submetendo ao banho gelado para “se sentir bem” diante do sofrimento alheio.

A ALS Association disse que o desafio arrecadou US$ 115 milhões em seis semanas e muitos participantes tornaram-se doadores fixos. Desse total, 67% foram destinados a pesquisas para tratamento.

Os pesquisadores descobriram uma proteína chamada TDP-43 que, em determinadas circunstâncias, está ligada à morte de células no cérebro e na medula espinhal dos pacientes. Ao inserir uma proteína desenhada especificamente em laboratório no paciente, as células atingidas “voltaram ao seu estado normal”. “Esse é o nosso tratamento terapêutico”, disse Philip Wong, professor da Universidade John Hopkins, que conduziu a pesquisa.

Ao NYT, o médico afirmou que sua equipe está agora a testar o tratametno em ratos para ver se é possível deter efetivamente os sintomar do ELA. “Se funcionar em ratos, o passo seguinte seria buscar a realização de um teste em humanos”.

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