Faradiza apela à valorização do Rap e mais abertura nas cadeias televisivas para o estilo


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A mais nova proposta do rap angolano, Faradiza, que recentemente lançou o seu mais novo single “On the law”, falou em entrevista ao AngoRussia, sobre o seu percurso no mundo artístico e, aproveitou para apelar à valorização do estilo influente, bem como clamou por mais abertura nas cadeias televisivas.  

Faradiza apela à valorização do Rap e mais abertura nas cadeias televisivas para o estilo

“Primeiramente, gostaria que o rap fosse mais valorizado, dentro da cultura Hip-Hop não existe só o Rap. Então acho que devíamos incluir nos Angola Hip-hop Awards,  as categorias de ‘Melhor B-boy’, ‘Melhor Grafiteiro’ e tudo que tem a ver com a cultura Hip-Hop, e dentro do Rap, o ‘Melhor Beat Maker’, ‘Melhor Produtor’, o ‘Melhor rapper’,  ‘Melhor Rima’, entre outras demais categorias, modos a motivar e valorizar mais os artistas e faça com que os mesmos trabalhem mais e mais. Gostaria também que houvesse um programa televisivo apenas de Rap, onde podiam passar novos talentos, e que o ministério da cultura interviesse na conduta de certos músicos que acabam por influenciar negativamente o seu público alvo, que no caso, são os adolescentes. Agora nota-se que músicas de certos artistas que por serem renomados passam sem alguma censura na TV”, começou por dizer a rapper.

Ainda na sua linha de pensamento, Faradiza concluiu que gostaria que os rapper’s de Angola não perdessem as suas identidades culturais e que o público os apoiasse mais, porque as vezes alguns músicos vêem-se obrigados a fazerem aquilo que o público pede para poderem serem ouvidos ou fazerem sucesso.

“Infelizmente o mundo artístico actualmente tornou-se imediatista. Agora o que faz mais sucesso é uma música com conteúdos fúteis. Acho que existem artistas no nosso mercado que não têm o verdadeiro valor. Falando do Rap em particular, ultimamente o que se tem notado é que quando uma música faz sucesso, fica na cabeça das pessoas por dois ou três meses. Tudo isso, porque as músicas que agora são feitas são só para o momento, já não se fazem aquelas que acarretam valores que podem ser passados para geração vindoura. E se são feitas, são pouco divulgadas. Todos os músicos têm a possibilidade de influenciar tanto por atitudes, palavras, ou mesmo pela forma de vestir. E eu quero trazer algo novo no mercado, e quem sabe assim influenciar e comover quem me ouve”, finalizou a rapper.

Faradiza começou a ganhar o gosto pela música quando ainda fazia parte do grupo coral da igreja, e tempo depois ter iniciado a 7ª na escola General Pedalé, apreciava seus colegas de turma a fazerem freesstyle até então ser convidada e mergulhar de cabeça no estilo.


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