Saldo vai passar a custar 1250 kwanzas a partir de 1 de Novembro


As operadoras de telecomunicações angolanas vão aumentar em 40% o custo das chamadas móveis a partir de 01 de novembro, passando cada Unidade de Tarifária de Telecomunicações (UTT) a custar 10 kwanzas, cumprindo uma decisão governamental anterior.

A informação consta de um aviso que as operadoras começaram a enviar aos clientes, dando conta da data de entrada em vigor dos novos preços, conforme orientação do Instituto Nacional de Comunicações angolano.

“A Unitel reconhece que esta alteração irá refletir-se num aumento substancial na faturação mensal dos nossos clientes, contudo somos legalmente sujeitos a cumprir com esta orientação”, refere uma informação daquela operadora enviada a clientes empresariais, a que a Lusa teve acesso ontem.

O aumento foi aprovado a 22 de setembro em reunião conjunta das comissões Económica e para a Economia Real do Conselho de Ministros e envolve alterações no custo das UTT, unidade base que serve para taxar cada período (variável) de conversação, que até agora estava nos 7,2 kwanzas.

“Na tomada de um determinada medida nós temos de olhar para todas as variáveis e temos que encontrar um equilíbrio entre a necessidade de prestação de serviço e de manter cesse serviço, olhando para a nossa realidade económica atual”, explicou aos jornalistas, no final daquela reunião, o ministro das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação, José Carvalho da Rocha.

A atualização da UTT implicará que o cartão de recarga de telemóvel, utilizado por todas as operadoras angolanas e cujo valor mínimo (125 UTT) custa agora 900 kwanzas, passará a ser vendido a 1.250 kwanzas.

“Precisámos desse equilíbrio para ter serviços com um mínimo de qualidade. O que queremos é que qualquer um de nós continue a usar os serviços, com a capacidade que tem”, afirmou na altura José Carvalho da Rocha.

Há 10 anos, aquando da criação desta taxa sobre os custos das comunicações, cada UTT custava um kwanza.

Angola vive uma profunda crise financeira e económica, decorrente da quebra das receitas com a exportação de petróleo, com efeitos nomeadamente nos preços. Em agosto, a inflação a 12 meses já atingiu os 38,1%, praticamente furando a nova meta definida este mês, pelo Governo, para todo o ano de 2016.

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