Robôs e humanos podem formar laços sociais, diz estudo


Um estudo feito com o robô “iCub”, criado pelo Instituto Italiano de Tecnologia (IIT), apontou que os seres humanos são capazes de formar laços sociais com robôs, e essa interação pode trazer boas aplicações, principalmente na área da saúde e no cuidado de pessoas idosas.

O “iCub” é um humanoide de tamanho infantil que mede 1,1 m de altura. É formado por um rosto humano com câmeras no lugar dos olhos, capazes de manter contacto visual com as pessoas. Além disso, pode ser programado para agir de forma notavelmente humana.

Neste novo estudo, os pesquisadores programaram o iCub para interagir com participantes humanos, enquanto assistiam a uma série de pequenos vídeos. Durante alguns desses experimentos, o mesmo foi programado para se comportar de forma humana, realizando actividades ‘corriqueiras’, como: cumprimentar os participantes, assim que entrassem na sala, e reagir aos vídeos com vocalizações de alegria, surpresa e espanto.

Em outros testes, o iCub recebeu outra programação, e passou a se comportar de forma mais parecida com uma máquina, ignorando os humanos próximos e fazendo sons estereotipados de robô.

Os cientistas descobriram que as pessoas expostas à versão mais humana do humanoide estavam mais inclinadas à perspectiva conhecida como “postura intencional”, que significa que estes acreditam que os robôs tinham os seus próprios pensamentos e desejos. Aqueles que estavam expostos à versão menos humana do robô não tinham a mesma postura.

A autora principal da pesquisa, Serena Marchesi, disse que os pesquisadores esperavam que isto acontecesse, mas ficaram muito surpreendidos com o seu bom funcionamento. Além de Serena, a empreitada conta com a co-autoria de Agnieszka Wykowska. Ambas fazem parte da unidade de cognição social na interação humano-robô, no ITT.

Os pesquisadores argumentam que para que os humanos possam formar laços sociais duradouros com os robôs é preciso que as pessoas abandonem noções pré-concebidas sobre máquinas popularizadas nos filmes de ficção científica.

Para ajudar as pessoas a superar esse preconceito, os cientistas podem educar melhor o público sobre o que os robôs são capazes ou não de fazer.

Este estudo foi publicado no periódico Technology, Mind and Behavior.

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