Trabalhadores das empresas petrolíferas com greve marcada para Dezembro


Os trabalhadores de diversos sectores de Petroquímica e Metalurgia de Angola, pretendem levar a cabo uma greve para o dia 15 de Dezembro do corrente ano, devido ao incumprimento do pagamento dos salários e a conversão dos ordenados em moeda estrangeiras, ou seja, o correspondente ao câmbio do país. O Sindicato dos Trabalhadores de Petroquímica e Metarlogia de Angola apoia a causa e garante levar avante até ver os seus direitos exercido.

Desde 2013 que os salários dos funcionários das empresas de petroquímica e metarlogia de Angola, não são convertidos para o câmbio actual, o que poderá desencadear uma greve geral na primeira quinzena de Dezembro. Segundo Luís Manuel, secretário do sindicato dos trabalhadores de petroquímica e metarlogia de Angola que falava em declaração ao Palanca TV: “os trabalhadores devem receber os seus salários convertidos na moeda nacional de acordo ao câmbio em dólares, mas algumas empresas que não cumprem, a greve para o dia 15 de Dezembro está em função do incumprimento nos pagamentos”.

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Durante a conferência de imprensa realizada nesta segunda-feira (23) de Novembro, o SIPQMA afirmou que várias empresas como Schlumberger, Halliburton, PlusPetrol, Spie entre outras não pagam os seus funcionários consuante o câmbio estabelecido pelo BNA. Como exemplo estão os funcionários que em 2013 ganhavam 1.200 doláres e hoje recebem 350.000 Akzs invés de 800.000 Akzs.

Luís Manuel ainda salientou que os funcionários estrangeiros ganham em dólares, e essa prática se verifica em dez empresas em Angola: “as empresas aproveitam-se da crise econômica para dizer que não pagam os salários a taxa do banco, quando o próprio BNA diz que os salários devem permanecer indexados ao USD, convertidos mensalmente em kwanza à taxa que o BNA vende mais 3%”, disse acrescentando que, “não se descarta que pode houver uma greve unanime nas empresas, Sociedade Portuguesa de Inovação (SPI), Sonadiets, e outras que não estão afiliadas ao sindicato dos trabalhadores de petroquímica e metarlogia de Angola, para a reivindicação do sindicato/reivindicação de trabalhadores”, disse o secretário.

De acordo Luís Manuel, a taxa de greve não tem nada haver com a crise, porque todas as transações são feitas em dólares. Os trabalhadores não estão a pedir aumento de salários, estão apenas a solicitar que os salários desde 2013 sejam convertido em dólares.

Além dos salários, o secretário informou aos presentes na conferência que vários funcionários foram despedidos e nas empresas Schlumberger,  Halliburton, que se recusam em pagar os seus trabalhadores de acordo com o instrutivo do BNA, mais de mil trabalhadores cujos processos de despedimento estão em tribunal há três anos.

Par finalizar, Luís Manuel apelou as empresas: “ao invés de pagarem 100%, apenas queremos que nos pagem pelo menos 80% da taxa de câmbio do dia. Ao mesmo tempo exigimos que nos paguem os retroactivos de apenas dois anos, ao contrário dos seis anos a que temos direito, mas mesmo assim as empresas recusam-se a pagar e os órgãos de direito não dizem nada”.

O SIPQMA avançou que a possível paralisação deve acontecer antes do dia 15 de Dezembro, fruto da conclusão final dos trabalhadores no último encontro realizado no mês de Novembro.


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