Trabalhadores da empresa petrolífera Halliburton decretam greve geral


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Os trabalhadores da Halliburton Energy Systems, uma das maiores empresas de prestação de serviços no sector petrolífero em Angola e a nível mundial, decretaram greve geral, a partir desta segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019, as 8 horas da manhã, em todos seus locais de trabalho (onshore e offshore), nomeadamente, Cabinda, Soyo e Luanda. A paralisação afecta serviços e concessões em alto mar e em terra.

 

Reunidos em Assembleia Geral de Trabalhadores com o Sindicato das Indústrias Petroquímicas e Metalúrgicas de Angola (SIPQMA), na passada sexta-feira, 13 de Dezembro, foi anunciada a greve geral, com fortes aplausos de todos os intervenientes presentes, para se exigir o cumprimento dos ensejos plasmados no seu caderno reivindicativo, uma das quais é a indexação dos seus salários ao câmbio actual transacionado pelo Banco Nacional de Angola.

De acordo com uma nota de imprensa que o AngoRussia teve acesso, o colectivo de trabalhadores, que encontra-se desgastado com a perca do poder compra, falta de reconhecimento e míseros subsídios que auferem em comparação com os funcionários da mesma empresa expatriados (estrangeiros) que chegam a ganhar 12 vezes mais, decidiram unir-se num tom único e exigir a  empresa Halliburton o cumprimento das Leis do País.

Em causa esta o decreto vigora desde 1 de Julho, a Lei 2/12 de 13 de Janeiro, Lei sobre o Regime Cambial aplicável ao Sector Petrolífero.

A referida lei vem, na essência, conformar a actividade petrolífera ao regime cambial geral, terminando-se com um quadro de excepção que vinha consagrado nos acordos de concessão de direitos de pesquisa, exploração e produção de hidrocarbonetos.

Existem várias empresas  no sector petrolífero, como o caso da Sonangol, Total, BP e ENI que cumprem com este decreto e pagam os seus funcionários os salários em kwanza mas indexados ao dólar, enquanto que mas também existem várias como é o caso da Halliburton que pagam em moeda nacional mas na antiga taxa de câmbio do BNA de 98,7 kwanzas a cada dólar, quando a taxa actual é de 451,264 kwanzas, uma diferença de mais de 360 kwanzas por cada dólar pagos aos trabalhadores ou, simplesmente, um desconto de mais de 460% dos seus salários que deviam auferir na taxa cambial actual.

Segundo o mesmo documento, as negociações entre a gigante do ramo petrolífero e os seus funcionários que começaram na última segunda-feira vão continuar enquanto os mesmos devem seguir com a greve até o desfecho das mesmas.

Em 2014, a empresa despediu um total de 30 trabalhadores, por pertencerem à comissão sindical e está a ameaçar a terceira comissão sindical em funções, de acordo com denúncia feita ao Jornal de Angola por Luís Manuel e não comentada pelo funcionário da companhia contactado por este jornal.

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