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Retrospectiva 2025: Re(veja) figuras angolanas que deixaram o mundo dos vivos

Neste artigo, o AngoRussia relembra sete dessas figuras e o legado que cada uma delas deixa para o país.

Por Sofia Adelino

Angola perdeu vozes e histórias e 2025 ficará marcado na memória colectiva de Angola como um ano de luto e saudade. Diversas personalidades, promessas, vozes consolidadas, autoridades, empreendedores e guardiões da cultura, deixaram o mundo dos vivos.

Foto: DR

Neste artigo, o AngoRussia relembra sete dessas figuras e o legado que cada uma delas deixa para o país.

1. Mano Chaba

Na tarde do dia 21 de Janeiro de 2025, o jovem artista do kuduro, Mano Chaba, faleceu vítima de afogamento na Ilha de Luanda. Ainda com apenas 17 anos, ele já havia conquistado destaque com canções como “Sonhos” e “Regra do Jogo”, e era apontado como uma das novas promessas da música urbana angolana. A morte repentina deixou um vazio profundo na comunidade artística e reacendeu reflexões sobre os riscos de lazer improvisado em zonas de praia, especialmente para quem afirma “não saber nadar”.

2. Áurea Machado (Rainha dos Porcos)

Entre as mulheres de negócios mais influentes de 2025, Áurea Machado representava empreendedorismo, ambição e resiliência. Conhecida pelo apelido “Rainha dos Porcos”, comandava a suinicultura e diversos empreendimentos, incluindo a “Fazenda Áurea Machado” e o restaurante “Rei dos Porcos”.

A sua partida, ocorrida em Setembro deste ano, gerou consternação e tristeza pela perda de uma empresária com visão e compromisso social, que inspirava o empreendedorismo feminino no país.

3. Paulo Tchipilica

Em 15 de Setembro de 2025, morreu em Luanda o jurista e político Paulo Tchipilica, aos 85 anos. Ex-ministro da Justiça e primeiro Provedor de Justiça de Angola, Tchipilica era reconhecido como um pilar da consolidação das instituições jurídicas do país. A sua trajectória marcada por rigor, dedicação ao Estado e defesa dos direitos dos cidadãos, confere-lhe lugar de destaque na história da justiça angolana. A sua morte representa uma perda irreparável para o sistema judicial e a memória institucional do país.

4. Carlos Calongo

A comunidade de imprensa angolana foi impactada em Julho de 2025 pela perda do jornalista Carlos Calongo, de 52 anos, que morreu em Lisboa. Exerceu funções na Rádio Nacional de Angola, actuou como editor de política no jornal “Jornal de Angola” e contribuiu para a formação de novos profissionais de comunicação no IMEL, Cefojor e em universidades privadas. A sua carreira multifacetada entre jornalismo, docência e análise crítica fazia dele uma referência no jornalismo e na formação de quadros na comunicação social.

5. Santos Bikuku

A 9 de Outubro de 2025, faleceu em Portugal o empresário angolano João Ernesto dos Santos Lino, conhecido como Santos Bikuku, vítima de doença prolongada. Figura de peso no empresariado nacional, investiu em diversos sectores como diamantes, hotelaria, aviação, aluguer de veículos e construção civil e fundou o clube de futebol, Progresso da Lunda-Sul. O seu falecimento provocou consternação, especialmente nas províncias onde investiu e procurou dinamizar o tecido económico e social.

6. Charles Bois Poaty

Na madrugada de 20 de Outubro de 2025, Angola perdeu uma de suas vozes mais singulares: o músico e espiritualista Charles Bois Poaty, aos 73 anos. Poaty distinguia-se pela fusão entre música, espiritualidade e reflexão filosófica, com canções e discursos que buscavam resgatar raízes africanas e valores ancestrais. A sua passagem representa uma perda de peso para a cultura nacional e para quem via nele um guardião da identidade angolana.

7. Guilherme Galiano

O jornalista e antigo presidente do Conselho de Administração da TV Zimbo, Guilherme Galiano, morreu, no dia 14 de Setembro do corrente ano, em Lisboa, Portugal, aos 64 anos, vítima de doença prolongada. Nascido aos 28 de Setembro de 1960 na província de Benguela, “Tio Gali”, “Kabango” ou “Lhé Lhé”, como era carinhosamente chamado, foi referência da rádio em Portugal, onde promoveu a música africana, com destaque para a RDP-África.

O programa Kandando da TPA, gravado em Portugal, também é outra marca de Guilherme Galiano que ainda em Lisboa, abraçou projectos de afirmação da identidade cultural angolana.

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