Quase 200 trabalhadores do BPC já receberam carta de pré-aviso de despedimento


O Banco de Poupança e Crédito (BPC) já procedeu, em finais de Junho, à entrega das cartas de pré-aviso aos trabalhadores visados no processo despedimento, resultado do encerramento de 53 agências e postos de atendimento em algumas províncias do país, anunciou o sindicato do bancários.

De acordo com a Angop, que cita o presidente do Sindicado Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA), Filipe Makengo, as cartas de pré-aviso foram entregues no dia 29 de Junho aos trabalhadores, que  já não tiveram acesso às instalações, para o cumprimento das suas tarefas quotidianas.

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” A situação não foi fácil de digerir, pois apanhou os trabalhadores totalmente desprevenidos, moralmente e psicologicamente abalados “, lamentou o sindicalista em defesa dos trabalhadores bancários, tendo defendido um período de esclarecimento e sensibilização atempado.

Como caminhos para poderem evitar despedimentos, Filipe Makengo defende que os gestores do BPC deviam privilegiar a variante rescisão de contrato por mútuo acordo e a reconversão da força excedentária para as empresas comparticipadas e reforma antecipadas, com pacote de incentivos e benefícios atractivos.

O plano de reestruturação do BPC prevê o redimensionamento da força de trabalho, mandando para casa mil e 600 trabalhadores, deste número exceptuam-se os trabalhadores que passarão a situação de reforma.

Esta cifra é para ser atingida até ano de 2023, em função de encerramento de mais agências e postos de atendimento.

Nas últimas declarações do presidente conselho de administração do BPC, André Lopes, foi garantido além das indemnizações prevista na Lei Geral de Trabalho, a indemnizações calculadas nos termos da Lei Geral de Trabalho e acrescida de uma compensação financeira de 20 por cento.

Os trabalhadores afectados também vão beneficiar de perdão de crédito, até ao montante global de 15 milhões de kwanzas, desde que contraído até 31 de Março de 2020, concessão de crédito até três milhões de kwanzas, para início da actividade económica e pagamento de duas acções de formação profissional por cada colaborador.

Para os colaboradores a serem abrangidos pelos despedimentos por mútuo acordo, o banco promete a manutenção do seguro de saúde durante seis meses.


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