Ministra da Educação defende uso das tecnologias como nova forma de alfabetizar


A ministra da Educação, Luísa Grilo, defendeu que as tecnologias digitais devem estar ao dispor de todos e o seu uso deve ser aproveitado como uma nova forma de alfabetizar, enquanto falava no acto central do Dia Mundial da Alfabetização, realizado no Namibe, que decorreu sob o lema “Alfabetizar para aumentar a inclusão digital em tempos de pandemia”.

Luísa Grilo reconheceu que, actualmente, alfabetizar é cada vez mais desafiante, tendo em conta o momento difícil que se vive, por causa da pandemia da Covid-19. Em função disso, todos os sectores, incluindo o da Educação, estão a adoptar novos procedimentos e formas de trabalho, através do uso das novas tecnologias e uma combinação entre as técnicas convencionais e as tradicionais.

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A ministra frisou que as tele e rádio-aulas e o uso da Internet para fins educacionais são recursos usados para se assegurar as aprendizagens. Por isso, em 2021, a UNESCO definiu como lema para as comemorações da alfabetização a recuperação centrada no ser humano e na redução da disparidade digital.

“Angola está a dar os primeiros passos para uma massificação tecnológica”, avançou para assegurar que o Executivo assume, cada vez mais, a importância da utilização de novas tecnologias.

A ministra recorreu a estatísticas do INE para dar conta que, desde 2020, cerca de 14,6 milhões de cidadãos são usuários de telemóveis, outros 8,9 milhões utilizadores de internet e 2,20 milhões recorrem activamente às redes sociais.

Os desafios para aumento das taxas de inclusão digital ainda são grandes, pois o uso da internet ainda é limitado e há conhecimento de que tudo não depende só da extensão  do sinal das redes de telecomunicação, mas sobretudo, do nível da alfabetização das populações.

A ministra garante que o Executivo entende o papel importante que a alfabetização tem em todas as vertentes sociais. ” Se durante a pandemia da Covid-19 fomos obrigados a manter o distanciamento social e recorrer às novas tecnologias, as pessoas iletradas vivenciaram uma dupla maneira: Uma imposta pela pandemia e outra pela sua condição académica” disse a responsável pela educação em Angola.

Luísa Grilo disse ainda, ser momento de agir perante a recente crise da pandemia da Covid-19, que tem acentuado os problemas da alfabetização e da educação dos jovens e adultos, com repercussões negativas na escolarização e nas oportunidades de aprendizagem ao longo de toda a vida, contribuindo, deste modo, para os níveis de atraso e das taxas do analfabetismo.


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