Menino de 5 anos questiona mãe se um dia será branco após ser chamado de fezes por colegas


Um menino de apenas 5 anos de idade, surpreendeu a mãe recentemente ao questiona-lá se por um acaso algum dia ficará branco, após ter sido chamado de fezes por colegas de escola. O caso tornou-se viral na internet, e tem revoltado a comunidade negra e não só.

Foto: (Instagram:@claudetealphonsus)

Trata-se de um vídeo partilhado e feito pela estilista brasileira Claudete Alphonsus, que após ver o seu filho aos prantos por sofrer racismo na escola, decidiu expor a situação constrangedora no seu perfil do Instagram.

Visivelmente abalado, o pequeno relata que na escola, alguns colegas o chamam de tal maneira por ser supostamente da mesma cor que as fezes. no vídeo, o menino lembra ainda que existem personagens da sua cor e ganha elogios da mãe.

“Tem personagem igual a mim”, questionou o menino.

“Sim, porque voçê é um pretinho lindo, então você sabe que tem personagem igual a você no livro, televisão, então não precisa chorar quando chamam você de ‘coc*’, porque você não é…”, disse claudete.

Para situar os internautas, a estilista relatou na legenda o que teria acontecido, ao desabafar o quanto a situação a abalou, e posteriormente apelou para que os pais tenham cuidado quanto a saúde mental dos filhos.

“Na última semana eu vinha a reparar no meu filho o desânimo em ir para escola. Na última sexta 16/9 quando fui buscá-lo notei que estava triste e então em casa resolveu conversar e contar-me o que estava a acontencer, e foi a coisa mais dolorosa de ouvir eu sentir o meu coração dilacerar e partir em pedacinhos, sofri com ele, chorei com ele, e peço a todos que cuidem dos filhos de vocês, tomem conta do mental dos seus filhos pretos e não permitam que machuquem, e nem permitam que eles façam os vossos filhos acharem que são feios por serem Marrons! Ele tem 5 anos e já sofre o peso da cor… Não Passarão…”, escreveu Claudete.

Nos últimos parágrafos, a estilista falou sobre as consequências que o preconceito sofrido na infância podem causar, para o desenvolvimento da criança. “Afirma-se que o preconceito sofrido na infância pode causar impactos sérios no desenvolvimento infantil, já que quando os sistemas de resposta ao stress das crianças permanecem activados em níveis elevados por longos períodos, isso pode ter um efeito significativo de desgaste no cérebro em desenvolvimento e em outros sistemas biológicos. Também pode ter impactos duradouros na aprendizagem, no comportamento e na saúde física e mental”.

Claudete, chamou ainda a atenção das escolas, concernente ao papel importante que estas têm no combate a este mal chamado “racismo”, que afecta centenas de negros espalhados pelo mundo. “O papel da escola é de extrema importância no combate ao racismo, desde o ensino infantil, trabalhando questões de autoestima, aceitação e respeito às diferenças, lembrando que, especialmente nesta fase, a criança replica o que vê e ouve.

“É importante ter em mente que para pensar, soluções para uma realidade, devemos tirá-la da invisibilidade da criança e adolescentes, em especial as que vivem em contextos de desigualdades, são vítimas do racismo nas escolas, nas ruas, nos hospitais ou aldeias e, às vezes, dentro das suas famílias, deparando-se constantemente com situações de discriminação, de preconceito ou segregação”, concluiu.


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