Governo vende acções do BAI, Banco Económico, BCI e Caixa Angola


O Estado vai vender, a partir de 2020, as participações que detém, directa e indirectamente, através da Sonangol, em quatro bancos, nomeadamente, BAI, BCI, Banco Económico e Banco Caixa Geral Angola.

Governo vende acções do BAI, Banco Económico, BCI e Caixa Angola

Segundo avança o Jornal de Angola, na sua edição de domingo, o documento estabelece que 175 empresas vão ser alienadas por concurso público (CP), 11 por Leilão em Bolsa (LB) e nove por Oferta Pública Inicial (OPI), com a previsão de o Governo lançar, ainda este ano, concursos para 80 empresas e uma OPI (que se somam às dezenas de licitações ocorridas nos últimos oito meses).

No próximo ano, outras 81 empresas são alienadas por CP, seis são passadas por Leilão em Bolsa e três via OPI, elevando a operação em outras 90 companhias, depois do que são privatizadas 12 em 2021 e quatro em 2022.

Entre as empresas mais emblemáticas envolvidas neste processo contam-se as EP Sonangol, Endiama e TAAG, os bancos de Comércio e Indústria (BCI), Angolano de Investimentos (BAI), Caixa Geral de Angola (BCGA) e Económico, bem como as empresas financeiras Ensa Seguros e a Bolsa da Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

A participação no BAI é de 8,5%, via Sonangol Holding, e segundo o PROPRIV a privatização inicia-se em 2020.

Também no Banco Caixa Geral Angola o Estado está presente através da Sonangol (25%) e Sonangol Holdings (1%). A privatização inicia-se em 2020.

No BCI, o Estado detém 93,6% directamente, estando presente ainda por via da Sonangol (1,13%), Endiama (0,45%), ENSA (1,13%), TCUL (0,45%), Porto de Luanda (1,13%), TAAG (1,13%), Angola Telecom (0,45%), Serval (0,45%) e Bolama (0,08%). O documento indica que o início da privatização ocorrerá igualmente em 2020.

No Banco Económico, o Estado está presente via Sonangol, que nesta semana reforçou a sua posição para cerca de 70%. O processo de venda terá início em 2021.

Estão incluídas as unidades agro-industriais Aldeia Nova e Biocom, as têxteis Textang II, Satec e África Têxtil, as cimenteiras Nova Cimangola e Secil do Lobito, bem como as cervejeiras Cuca, Eka e Ngola e a construtora Mota Engil Angola.

As companhias de telecomunicações a passar para o capital privado no âmbito do Propriv são a Unitel (onde a MSTelecom tem uma participação de 20 por cento), a própria MS Telecom, Net One, Multitel, Angola Telecom, TV Cabo Angola, Angola Cables, Empresa Nacional de Correios e Telégrafos de Angola (ENCTA), Angola Comunicações e Sistemas (ACS) e Empresa de Listas Telefónicas de Angola (ELTA).

Outras empresas listadas para a privatização são a companhia aérea da Sonangol, Sonair, a Sociedade de Gestão de Aeroportos (SGA, que substitui a Enana) e a Sonangalp, uma distribuidora de combustíveis detida em 51 por cento pela petrolífera estatal angolana.


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