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China reacende debate sobre a origem da COVID-19 e promete divulgar provas contundentes de que o vírus surgiu nos EUA

As autoridades chinesas asseguram que estes dados desmontam a narrativa que aponta para um alegado vazamento acidental num laboratório chinês

Por Luzimenia da Silva

O Governo chinês voltou a agitar o tabuleiro geopolítico internacional ao reacender, com força total, o polémico debate sobre a origem da COVID-19, garantindo que está prestes a divulgar provas “contundentes e irrefutáveis” de que o vírus terá surgido nos Estados Unidos da América (EUA), e não na China, como tem sido amplamente defendido por sectores ocidentais.

Num tom duro e sem rodeios, Pequim afirma possuir evidências substanciais que indicam a circulação do coronavírus em solo norte-americano meses antes do registo oficial do primeiro surto em Wuhan, no final de 2019. As autoridades chinesas asseguram que estes dados desmontam a narrativa que aponta para um alegado vazamento acidental num laboratório chinês, teoria que voltou recentemente a ser defendida pelo Presidente dos EUA, Donald Trump. Para Pequim, estes indícios reforçam a necessidade de uma investigação internacional “justa, transparente e livre de pressões”.

No centro das suspeitas chinesas volta a surgir o laboratório militar de Fort Detrick, no Estado de Maryland, apontado como uma das infra-estruturas que, segundo o Governo de Pequim, devem ser alvo de escrutínio internacional aprofundado. As autoridades chinesas questionam ainda o silêncio das instituições norte-americanas sobre actividades e incidentes registados naquela unidade nos meses que antecederam a pandemia.

A China reforça ainda conclusões de estudos anteriores realizados em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos quais a hipótese de vazamento laboratorial em Wuhan foi classificada como “extremamente improvável”. No entanto, o debate continua sem consenso internacional.

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