Caso do assassinato da jovem Erica Patrícia Basílio começou ontem a ser julgado


Após quase um ano, o caso da jovem Erica Patrícia Basílio, de 21 anos, que foi assassinada com um golpe na região das costelas, numa festa de fim de ano, na Ilha do Mussulo, bairro Cambaxi concretamente na zona da Boia Amarela, começou nesta segunda-feira (07) de Dezembro, a ser julgado na 14ª Secção da Sala de Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda.

Com um público numeroso, que esteve presente para assistir o interrogatório, suposto assassino de nome Vivaldo Domingos mais conhecido por Vivi, Ministério Público, na leitura da sua acusação pública, sublinhou que este e o seu comparsa Daniel Louro, que ainda está foragido, cometeram o crime de forma intencional, mesmo sabendo que não deviam pratica-lo.

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De acordo com as provas apresentadas pelo Serviço de Investigação Criminal e outras juntas aos autos, durante a fase secreta de instrução preparatória, o representante do Ministério Público disse que “a companheira da vítima conseguiu escapar. Deixou-a a ser imobilizada e resistiu quando tentaram violá-la. Os meliantes, ao não verem concretizado este desejo e ante a resistência da vítima, receberam o telefone da mesma e, com uma faca, o acusado deferiu um golpe na região do tórax. Ainda em vida, a jovem conseguiu caminhar até ao local da festa, onde foi socorrida mas que a caminho da Clínica Sagrada Esperança, acabou por falecer.

Ainda segundo o advogado contratado pelos familiares de Patrícia, tem em sua pose outras provas aos autos, como o par de chinelas e vestígios de sangue da vítima encontrados no local, relatório médico e certidão de óbito.

Além do acusado, que ontem começou a ser ouvido, o tribunal vai interrogar ainda doze declarantes arrolados no processo, no sentido de se produzir provas que suportarão a decisão final do julgamento, que se prevê demorado.

O jovem Vivaldo Luís, detido às 7 horas do dia do acto, está a responder, tal qual o seu comparsa em fuga, por roubo e homicídio, arriscando-se, assim, em caso de condenação, a uma pena que vai dos 16 aos 20 anos de prisão maior.


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