Apenas quatro em cada dez autocarros distribuídos pelo Governo angolano, nos últimos cinco anos, encontram-se actualmente em circulação, apesar do investimento realizado para reforçar o transporte público em todo o país. Dos cerca de 2.300 veículos entregues a operadoras nacionais desde 2020, somente 40% permanecem operacionais, de acordo com dados recentes do sector.

Foto: reprodução/ facebook/ TCUL
A situação tem levantado preocupações sobre a sustentabilidade dos investimentos públicos e a eficiência das políticas de mobilidade urbana. De acordo com o Jornal Mercado, os principais factores apontados para a baixa taxa de funcionamento estão a degradação acelerada dos veículos, a manutenção irregular, as más condições das estradas e as limitações financeiras enfrentadas por muitas operadoras.
Análises técnicas indicam que grande parte das empresas não consegue cumprir os planos de manutenção recomendados pelos fabricantes, o que resulta no aumento de avarias e na consequente imobilização dos autocarros. A falta de infra-estruturas adequadas como oficinas equipadas, armazéns de peças e corredores exclusivos também contribui para o desgaste acelerado da frota.




