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“Prefiro ser maltratada do que ver meu filho a morrer de fome”- vendedora ambulante

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Divulgação de Serviços (ProCenter)

Com intuito de dar ‘voz’ a aquelas pessoas que diariamente arriscam suas vidas nas diversas artérias da cidade de Luanda e que de alguma forma facilitam a vida de milhares de angolanos, o AngoRussia deslocou-se ao mercado informal situado no golfe 2 para saber dos ‘peritos’ na matéria como é ser um vendedor ambulante.

Refrigerantes, fast foods, doces e diversos outros produtos não alimentícios são comercializados em vários pontos da cidade capital, de forma irregular e principalmente arriscada. As estradas já não servem somente para os carros circularem, servem também para o comércio.

Questionada sobre o facto de diariamente correr o risco de ser atropelada a vendedora Joana respondeu:

“O  que posso fazer? Não consigo vender nas praças que o governo dá porque lá o negócio não anda, tem muita gente e os clientes ficam com preguiça de ir lá para comprar alguma coisa. Vendo gasosas na estrada porque compram melhor. As vezes os fiscais nos dão corrida e chutam o nosso negócio, mas prefiro ser maltratada do que ver meu filho com fome”.

Para os vendedores ambulantes a facilidade de venda nas estradas é tão aliciante que parece apagar o perigo que se corre no acto da comercialização. Pedro foi claro em dizer que não tem paciência de estar sentado a espera dos clientes, prefere ir ao encontro deles mesmo a correr risco de ser atropelado.

“Não consigo ficar parado a espera dos clientes, não tenho paciência. Eu prefiro ir atrás dos carros para vender os meus produtos, não tenho medo de ser atropelado faço tudo com cuidado.

Mesmo tendo acesso fácil, a maioria dos bens comercializados nas vias públicas não têm uma boa conservação o que consequentemente pode gerar problemas de saúde aos consumidores. Contudo, esta é uma prática que parece não poder ser extinguida tão cedo pois facilita quem vende, bem como quem compra.

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