Um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Harvard, revelou que o consumo excessivo de álcool equivalente a três ou mais bebidas alcoólicas por dia, aumenta significativamente o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e pode antecipar a ocorrência da doença em cerca de 11 anos.

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De acordo os estudos, pessoas que bebem em excesso sofrem AVC, em média, aos 64 anos, contra 75 anos para quem consome menos álcool. As hemorragias cerebrais foram 70% maiores entre consumidores exagerados. O risco de hemorrágias profundas no cérebro foi duas vezes maior nesse grupo. A probabilidade de o sangramento se espalhar por outras áreas do cérebro também quase duplicou.
O estudo reforça que o consumo elevado de álcool torna o cérebro mais vulnerável à Doença dos Pequenos Vasos Cerebrais (DPVC), condição associada ao envelhecimento, hipertensão e maior risco de demência, além de tornar a recuperação pós-AVC mais lenta.
Os médicos, alertam ainda que reduzir o consumo excessivo de álcool não só diminui o risco de AVC hemorrágico, como também retarda a progressão da doença dos pequenos vasos cerebrais, reduzindo a possibilidade de outro AVC e de declínio cognitivo a longo prazo.
Embora já fosse conhecido o impacto negativo do álcool sobre o sistema neurológico, esta pesquisa demonstra de forma concreta como o abuso de bebidas alcoólicas acelera danos cerebrais e antecipa complicações graves, reforçando a importância de políticas e orientações de consciencialização sobre o consumo moderado.


