Mantém-se viva a imagem do herói nacional António Agostinho Neto “Havemos de Voltar”


Assinala-se esta quinta-feira (17) de Setembro, o dia do herói nacional, celebrado em todo território angolano em homenagem a data de nascimento, e feitos daquele que foi o primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto, principal figura do país no século XX.

 

Nascidos aos 17 de setembro de 1922 em Icolo e Bengo, foi um médico, escritor, poeta e político angolano, estudante africano que veio a desempenhar um papel decisivo na independência do seu país ‘Angola’, naquela que ficou designada como a Guerra Colonial Portuguesa. Conheceu num círculo de escritores, em Lisboa, em 1948 Maria Eugénia Neto e foi casado com a jornalista, escritora e poetisa portuguesa, desde Outubro de 1958 com quem teve três filhos Mário Jorge Neto, Irene Alexandra Neto e Mihaela Radkova Marinova.

Foi preso pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE), a polícia política do regime Salazarista então vigente em Portugal, e deportado para o Tarrafal, uma prisão política em Cabo Verde, sendo-lhe depois fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio. Aí assumiu a direcção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), do qual já era presidente honorário desde 1962. Em paralelo, desenvolveu uma actividade literária, escrevendo nomeadamente poemas, atribuindo-lhe em 1975-1976 o Prémio Lenine da Paz.

Obras literárias
• 1957 – Quatro Poemas de Agostinho Neto, Póvoa do Varzim
• 1961 – Poemas, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império
• 1974 – Sagrada Esperança, Lisboa, Sá da Costa (inclui poemas dos dois primeiros livros)
• 1982 – A Renúncia Impossível, Luanda, INALD2016 – Obra poética completa, Lisboa, Fundação Dr. Agostinho Neto
• 1974 – Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?
• 1976 – Destruir o velho para construir o novo
• 1980 – Ainda o meu sonho
• Caminho do mato
• Aspiração
• Fogo e ritmo

Agostinho Neto morreu num hospital em Moscovo (Rússia), em 10 de Setembro de 1979, no decorrer de complicações ocorridas durante uma operação a um cancro do fígado de que sofria, poucos dias antes de fazer 57 anos de idade. Foi substituído na presidência de Angola e do MPLA por Lúcio Lara, que ficou poucos dias na interinidade até a posse de José Eduardo dos Santos.

Lembrado como herói nacional, sua data é assinalada como feriado em todo território nacional, com programas e homenagens em televisões e órgãos de comunicação do país.

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