Conheça Joel Mulemba: O homem por trás das grandes produções de teatro


O teatro é uma das artes cénicas mais antigas e também uma das mais amadas pelos angolanos. Dois dos últimos espectáculos da área que aconteceram em Luanda além de lotarem as salas tiveram em comum o director Joel Mulemba, que apesar de ter poucos anos na arte já está a fazer história. Em conversa exclusiva com o Angorussia, o profissional falou sobre a sua trajectória e do que espera da arte em Angola.

Joel Mulemba começou como actor no Eliom teatro, em 2010, e mais tarde por achar que queria outra dimensão para a carreira ingressou para o Henrique Artes, em 2014, na altura era dirigido por Flávio Ferrão.

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Hoje em dia Joel está fora dos palcos como actor mas tem dado o seu contributo à arte como director e encenador, e nesta senda esteve por trás das peças “Filhas da Herança” e “Loucas por PSM” de produtoras independentes.

“É o momento das mulheres, um momento que está a se viver, é belo, com actrizes que se doam e estão dispostas a ser moldadas, actrizes novas que mostram o impacto delas na sociedade e ajudam a aumentar a dimensão do teatro,  o poder que as mulheres têm de influenciar as pessoas”

Para o director o teatro está numa fase boa, já não são somente os grupos, mas também as produtoras surgiram para alavancar a arte já que as recentes peças conseguiram mostrar que é possível encher salas, o que há anos era considerado quase impossível. Joel frisou ainda durante a conversa que é necessário transformar o teatro numa indústria.

“Os fazedores de teatro estão empenhados em alavancar a arte, pois é visível o esforço de muitos fazedores como a Vanda Pedro que lançou um livro sobre teatro, o Tony Frampênio que se formou em arte e hoje dá o seu contributo formando outros actores, a Solange Feijó que está com um projecto de teatro infantil no Cefojor, os artistas estão dedicados, esse momento bom do teatro incentiva muito os artistas, estamos no caminho certo.”

Ao fim da entrevista, Joel destacou que é necessário que se criem políticas para o teatro, olhar para os fazedores como trabalhadores, de forma a evitar perguntas como “além do teatro o que é que mais fazes”. “Pessoas há que vivem somente do teatro por isso é necessário haver melhorias nas políticas das salas, dos patrocinadores temos que ter uma verdadeira indústria para não sufocar as produtoras, para que os patrocinadores possam sentir o retorno dos investimentos”, disse.


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