“O Rapaz Que Prendeu o Vento”, o filme que tem de ver


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“O Rapaz Que Prendeu o Vento” produzido pela Netflix já está a ser considerado pela crítica como o filme do ano. A obra marca a  estreia do actor britânico Chiwetel Ejiofor, que foi nomeado para um Óscar pelo papel em “12 Anos Escravo”, como realizador e argumentista. Está disponível na plataforma de streaming desde 1 de março.

“O Rapaz Que Prendeu o Vento”, o filme que tem de ver

A história de “O Rapaz Que Prendeu o Vento” passa-se inteiramente em África, mais concretamente no Malawi, no início do milénio, em 2001. O argumento é baseado no livro com o mesmo título que conta a história real de William Kamkwamba (Maxwell Simba), um garoto nascido em um vilarejo no Malauí, que cresceu a ver os pais e vizinhos a trabalhar como agricultores para sobreviverem.

Seus pais, apesar da vida pobre, lutavam para custear os estudos dos filhos para que William e a irmã Annie pudessem ter um futuro melhor, mas esse cenário muda quando o governo começa a comprar terrenos próximos e derrubar árvores, em função do desenvolvimento industrial, o que influência nas mudanças climáticas na região, fazendo com que tenham chuva em excesso e também longos períodos de seca.

A história mostra todas as questões que levaram o povo do vilarejo à miséria, e esse se torna o ponto alto do filme. O descaso do governo, o avanço do agronegócio e das indústrias, o desmatamento; todos esses factores fizeram com que o povo que já vivia de forma humilde passasse fome

William é um miúdo que representa a ideia de felicidade que vemos frequentemente nas crianças de sítios pobres, que nunca tiveram grandes expectativas sobre nada na vida. O que ele mais quer fazer é estudar. Vive bem com o cão, os amigos, os relatos de futebol e os passeios pelo ferro velho da aldeia. Ele é um engenhocas. Costuma arranjar os rádios dos vizinhos para receber uns trocos e impressiona as crianças mais velhas quando faz truques com as pilhas.

Tudo isto se vai revelar super importante quando a seca devasta aquela zona do país — com pessoas a fugir das aldeias, conflitos e colheitas estragadas (o que provoca fome). William Kamkwamba salva a família e o local ao construir um moinho de vento para produzir eletricidade e criar água. Foi isto que o William da vida real concretizou.

Apesar de o protagonista ser um miúdo, o filme é bastante sério e adulto — e tudo isto sem ser demasiado obscuro nem noir. A história vive num equilíbrio ideal entre a realidade difícil e a ingenuidade que nos faz acreditar nas pessoas boas e puras — é a perspetiva de William, afinal.

 


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