“Não somos de ferro e eu nem pensei em chorar para comover quem quer que seja, chorei pelas injustiças”, disse Akwá


Em entrevista recente a Lusa, o ex-futebolista internacional angolano Fabrice Alcibíades Maieco ou simplesmente “Akwá”, falou do momento em que se emocionou durante um programa televisivo, ao fazer saber que não chorou para comover quem quer que seja e sim pela injustiça de que diz ser alvo.

Questionado sobre se o facto de ter chorado tem a ver com a sua situação financeira, Akwá garantiu que não está a passar fome, e se chorou diante as câmeras não foi para comover o povo angolano e sim pelas injustiças que tem sido vítima.

“Não estou a mendigar, estou bem e muito antes dessa polémica não viram o ‘Akwa’ a pedir qualquer ajuda porque estava a passar fome”, começou por dizer. “Não somos de ferro e eu nem pensei em chorar para comover quem quer que seja, ou o povo angolano, chorei pelas injustiças. Pensei em todo o sacrifício que fiz em prol do país e que não valeu a pena. Bem, quando estás a ser injustiçado fazes assim uma análise do trajecto, eu sou o único jogador em Angola que chegou num jogo a decorrer, equipei-me e joguei porque precisávamos ganhar”, recordou.

Ainda, no decorrer da sua entrevista, “Akwá” desafiou o antigo secretário-geral da FAF Augusto da Silva Alvarito a convocar uma conferência de imprensa para explicar as ‘acusações levianas’ que fez nas redes sociais de que o jogador ‘terá ido passear a Benguela durante 13 dias’ quando deveria se apresentar ao Qatar SC. E que já tentou abordar o assunto com o ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, mas mesmo com três audiências marcadas nunca foi recebido.

Ao finalizar a sua entrevista, o ex-deputado agradeceu do fundo do seu coração aos promotores da campanha, que está a circular nas redes sociais, afirmando que nunca quis que assim fosse.

Vale recordar que Fabrice Alcibíades Maieco “Akwá”, que tem ao longo da sua carreira um registo de 40 golos pela selecção de futebol angolana, está há mais de dez anos suspenso e impedido de exercer qualquer função a nível do desporto federado, por decisão da FIFA, devido a uma multa de 260 mil dólares ao Qatar SC, onde jogou entre 2005 e 2006, por ausência, fora do prazo legal, numa altura em que representava a selecção, conhecida como “Palancas Negras”.


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