O influenciador digital brasileiro, Rincon, voltou a posicionar-se publicamente após o anúncio de que o músico angolano C4 Pedro passou a integrar uma iniciativa em parceria com a Administração Municipal do Panguila, com foco na melhoria das condições de vida da população e no desenvolvimento local.

A reacção do influenciador ganhou rapidamente repercussão nas redes sociais. Rincon questionou a coerência da postura do artista, ao relembrar declarações anteriores em que C4 Pedro se mostrava crítico em relação à exposição da pobreza.
“O que reclamou sobre a divulgação da pobreza está a fazer pior. Que decepção”, escreveu Rincon.
Na mesma linha, o influenciador levantou dúvidas sobre as motivações do cantor para abraçar a iniciativa governamental, sugerindo que o interesse pelas causas sociais teria surgido apenas após notar a visibilidade pública das acções.
“Morou uma vida inteira em Angola e nunca fez questão do seu povo. Depois da visibilidade surgiu esse interesse? Hipocrisia”, afirmou.
Em novos pronunciamentos, Rincon intensificou as críticas, acusando o artista de autopromoção e de se aproximar de um território onde, segundo ele, já existiam acções sociais consolidadas.
“Tantos lugares precisando de ajuda, e a pessoa escolhe se promover justamente onde a Zuzu já está fazendo a diferença. Isso não é coincidência é palhaçada. Estamos falando de vidas em jogo”, escreveu.
O influenciador reforçou ainda que a fome e a vulnerabilidade social não devem ser usadas como palco ou estratégia de marketing.
“Fome não é palco, não é marketing e muito menos ferramenta pra inflar ego. Não faça o seu povo de palhaço só para se autopromover”, acrescentou.
Ao finalizar, Rincon fez um desafio directo ao músico, onde insinua possíveis segundas intenções por detrás da iniciativa.
“Se a sua intenção for dinheiro ou se houver segundas intenções em cima do que a Zuzu construiu com seriedade, me chama no directo e a gente resolve. Se for só falta de recurso, eu posso até fazer uma doação para você também.”

