A cientista social Érica Vraposo veio a público nesta segunda-feira, 12 de janeiro, para fazer um desabafo sobre experiências difíceis vividas durante o seu casamento com o músico Dji Tafinha. Em declaração pessoal, Érica relatou situações que classifica como violência doméstica e falou também sobre os impactos emocionais que afirma continuar a enfrentar mesmo após o divórcio.

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Érica, alerta para a gravidade da situação e sublinha que determinados comportamentos seguem padrões amplamente reconhecidos em dinâmicas abusivas, nomeadamente a obsessão com a imagem pública, a manipulação da narrativa e a tentativa de manter controlo psicológico sobre as vítimas, mesmo depois do fim da relação.
“Quando o controlo directo falha, tenta-se controlar a narrativa”, afirmou, acrescentando que não se trata de “narcisismo comum”, mas de um distúrbio de personalidade com impactos profundos na vida de quem convive com esse tipo de comportamento.
A cientista revela ainda que, no sábado, 10 de Janeiro de 2025, foi alvo de contactos indirectos feitos por terceiros, alegadamente com o objectivo de perceber se estaria alinhada com a mulher que apresentou uma queixa-crime. Segundo relata, esses contactos tiveram um carácter intimidatório e visaram reactivar o medo e o silenciamento, chegando a envolver insinuações relacionadas com o bem-estar do seu filho.
No mesmo texto, a cidadã descreve as consequências físicas e psicológicas que sofreu, sustentadas, segundo afirmou, por provas clínicas, incluindo arritmias cardíacas, ataques de pânico e depressão. Refere que, mesmo após ter pedido o divórcio, a violência não cessou, tendo a agressão física dado lugar à violência emocional, mais silenciosa, mas igualmente destrutiva.
Érica Vraposo denuncia também o incumprimento, por parte do ex-companheiro, das responsabilidades financeiras relativas ao filho de ambos, situação que se arrasta há mais de quatro anos. Explica que a alegação de que impede o convívio do pai com a criança não corresponde à verdade, sublinhando que qualquer decisão deve salvaguardar o bem-estar físico, moral e emocional do menor. “Proteger um filho não é retaliação. É responsabilidade parental”, frisa.
“Hoje, assisto ao meu ex-marido a tentar distorcer a opinião pública para desacreditar uma outra senhora que também se assume como vítima. Falo sobre isto porque o que está a acontecer é grave. Muito grave. Existem padrões amplamente reconhecidos em comportamentos abusivos que passam pela obsessão com a imagem pública, pela necessidade constante de aparentar ser aquilo que não se é e pelo desejo de manter controlo psicológico sobre as vítimas, mesmo após o fim da relação”, escreveu.
Por fim, Érica Vraposo esclarece que o seu silêncio ao longo dos anos não foi motivado por medo ou vergonha, mas por uma escolha consciente de se afastar, cuidar da saúde mental e proteger o filho.
“O que estás a viver hoje não é um complô para te destruir. É apenas a vida a devolver aquilo que foi semeado”, conclui,




