Celma Ribas fala sobre a carreira e avalia o estado do mercado musical angolano


A cantora e empresária angolana Celma Ribas, falou, neste sábado, 15 de Janeiro, exclusivamente ao AngoRussia sobre o estado actual da sua carreira e fez uma avaliação da qualidade do mercado musical angolano.

Ausente dos palcos, Celma, começou por dizer que pensa em voltar um dia e que no momento está focada em outros projectos não ligados à música, mas que apesar disto não deixará seus fãs à deriva, e que sempre que puder vai lançar um ou outro single.

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“Sim um dia , agora estou focada em outros projectos mas vou lançando um single daqui e dali sempre que possível por causa dos meus fãs”, disse.

Quando questionada sobre ter ou não surpresas para este ano, Celma Ribas garantiu ter bastante surpresas preparadas para os fãs, afirmando que na altura certa irá fazer um pronunciamento.

“Será surpresa, tenho muitos projectos em carteira mas na altura certa irei me pronunciar”, garantiu.

Sobre a avaliação que faz da qualidade do mercado musical nacional actualmente, a artista disse que na sua opinião, a qualidade da música em Angola já esteve melhor. Para si, é preciso que os artistas se unam para terminar com os bloqueios e favoritismo.

“Acho que já esteve bem melhor , mas noto que regrediu um bocado, precisamos nos unir e ajudar mais uns aos outros , acabar com os bloqueios , favoritismo e tornar o mercado mais inclusivo. Juntos somos mais fortes”, relatou.

A cantora disse ainda que durante este tempo que se encontra ausente dos palcos, pode observar de fora que a música angolana tem tudo para dar certo e que tem como obstáculo a falta de união dos artistas.

“Este tempo que estou fora dos palcos deu para observar melhor , e cheguei a conclusão que a música angolana tem de tudo para estar ao nível da música nigeriana por exemplo , mas o que falta na minha opinião é a união.

Celma concluiu a sua abordagem dizendo que os músicos necessitam de estar mais organizados e ter os seus trabalhos patenteados para melhor proveito.

“Precisamos ser mais organizados em termos da nossa arte , como por exemplo todo músico angolano deve ter as suas músicas registadas e saber tirar proveito de todo trabalho que faz”, destacou.