Após Vida TV, Tchizé dos Santos quer lançar novo canal em Portugal e Moçambique


Depois do anunciou do encerramento do  Vida TV, que deverá lançar mais de 300 profissionais para o desemprego, Tchizé dos Santos que esteve na origem do canal, manifestou-se “triste” com o fim do canal e revelou em conversa com à Lusa, que querer apostar no mercado português.

Questionada sobre se perdeu dinheiro com o investimento feito na Vida TV, a empresária respondeu que a Westside, em que detém 35% do capital, participou num investimento total de dois milhões de dólares, e a Semba (onde detém 25%) “investiu também a sua parte”.

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“Claramente, estou a ter um prejuízo financeiro e reputacional brutal, e a nível internacional”, frisou, acrescentando que está à procura de oportunidades em Portugal.

“Estou extremamente triste e gostaria de poder começar um novo canal no mercado português onde também tenho ligações por razões familiares e não só”, disse a digital influencer e empresária à Lusa.

Tchizé dos Santos continuou dizendo que o “mundo dos negócios é global”: “Eu hoje busco oportunidades no ramo da comunicação em Portugal, Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau e São Tomé, porque produzo conteúdo em língua portuguesa”.

A empresária garante ter cumprido o que estava estabelecido tendo em conta a legislação vigente na época em que o canal foi lançado (2018) e lamentou os “boicotes e perseguição financeira” por parte do Estado angolano.

“Foi mudada a lei propositadamente para obrigar todos os que quiserem emitir um canal de televisão passarem a ter que pagar aproximadamente um milhão de dólares norte-americanos, porém as leis e decretos não deviam ser retroactivos e deviam ser respeitados os direitos adquiridos de quem já estava a operar à luz das regras anteriores”, sublinhou.

No passado dia 21 de abril, o MINTTICS suspendeu os canais Record TV África, ZAP Viva e Vida TV, medida justificada com “inconformidades legais“, deixando também suspensos os registos provisórios dos jornais, revistas, páginas web (site) de notícias e estações de rádio sem actividade efectiva nos últimos dois anos.

AR/Lusa


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