A emotiva homenagem de Ruy Mingas e C4 Pedro a Waldemar Bastos: “Te amo como se fosse membro da tua família”


Após a confirmação oficial da morte do músico, várias personalidades da vida artística e social do país reagiram com espanto ao acontecimento como foi o caso de Ruy Mingas, um dos nomes incontornáveis da cultura nacional e C4 Pedro abriram o coração e expressaram a tristeza que sentem pela perda do consagrado músico e compositor Waldemar Bastos.

Para C4 Pedro, o país ficou mais pobre com a partida prematura de Waldemar Bastos, o posicionamento e verticalidade marcaram a linhagem que terminou com a morte do segundo melhor compositor do mundo.

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“Angola tornou-se um país extremamente pobre desde que partiste. Obrigado por teres sido fiel a ti mesmo e parabéns pela verticalidade que te caracterizou durante esta rica trajetória. Defendeste com unhas e dentes a tua intelectualidade musical, ideais e posicionamento social. Por isso te tornaste o segundo melhor compositor do mundo”, começou por dizer.

Pedro lamentou não ter cantado com um dos melhores compositores, mas recordou ter cantado “Filho do mato” em sua honra e admiração: “Ontem com o meu pai e meu irmão, cantamos tuas músicas e foi um domingo mágico. Infelizmente não fui a tempo de cantar contigo, mas tenho a honra de dizer que já cantei para ti Minha música FILHO DO MATO é a prova da minha eterna admiração por ti”.

Finalizando o cantor que diz ter aprendido com Waldemar Bastos a ser diferente, aprendeu a ouvir o coração e não somente a voz, numa vida tão breve, eterniza Bastos e o considera uma da 7 maravilhas do universo.

“Para mim serás sempre eterno. Te amo como se fosse membro da tua família”.

Por sua vez, o nacionalista Ruy Mingas destaca que partiu “uma figura tão significativa da música moderna Angolana, criadora de canções de particular sensibilidade melódica e rítmica.

“Ele foi efectivamente o criador de temas que representaram para todos nós momentos particularmente felizes, como ‘Dona Chica’, Lubango e outros temas que marcaram os amantes da música angolana”.

O também músico escreve “Deixa saudades a todos nós e oxalá , as gerações vindouras preservem as belas canções produzidas por esta grande figura da nossa música que precocemente nos abandona”.

Waldemar Bastos morreu na madrugada desta segunda-feira (10) de Agosto, em Lisboa, Portugal, aos 66 anos, deixando um vasto repertório, que se iniciou em África e ganhou o Mundo.

 

Por: Carla Delgado


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