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Bloco 15 do ‘offshore’ angolano garantiu um terço das receitas fiscais em novembro

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Um único bloco do ‘offshore’ angolano garantiu em novembro praticamente um terço de todas as receitas fiscais petrolíferas do país, segundo dados do Ministério das Finanças compilados nesta quarta-feira pela Lusa.

O bloco 15, operado em águas profundas ao largo da província do Zaire (norte) pela multinacional ESSO, que detém 40 por cento do grupo empreiteiro, garantiu em novembro último um encaixe em receitas fiscais superior a 45.493 milhões de kwanzas (260,5 milhões de euros).

Cada barril dos 11.102.769 exportados por este bloco naquele mês foi vendido, em média, a 47,39 dólares, pelo que as vendas totais ascenderam a 526.160.222 dólares (498,7 milhões de euros).

Além da ESSO, o bloco 15 é participado pela BP (26,67%), pela ENI (20%) e pela STATOIL (13,33%).

Globalmente, Angola encaixou em novembro mais de 133.314 milhões de kwanzas (767 milhões de euros) em receitas fiscais com a exportação de petróleo bruto, o melhor registo mensal de 2016.

De acordo com um relatório do Ministério das Finanças, Angola exportou em novembro 51.307.849 barris de petróleo, um aumento de 3.915.671 barris face a outubro.

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol), concessionária estatal do setor petrolífero, informou este mês que o “valor máximo” da produção diária do país para 2017 está estabelecido desde 01 de janeiro em 1.673.000 barris de petróleo bruto.

A medida, acrescentou a empresa liderada por Isabel dos Santos, resulta do acordo entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), de 30 de novembro de 2016, para “reduzir a produção de petróleo bruto de 33.7 milhões para 32.5 milhões de barris por dia”, com o intuito de “aumentar o preço do barril de petróleo bruto no mercado internacional”.

“O corte de produção diária para Angola é de 78.000 barris em relação ao valor de referência considerado pela OPEP de 1.751.000 barris dia. Por conseguinte, a Sonangol instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção atual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas”, informou a empresa.

Lusa

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